Há 12 anos, desenvolve um grande programa de intercâmbio com autoridades, empresários e amigos da Polônia

Clediney Silva, numa das mais de 100 pontes que existem na cidade de Wroclaw, Capital da Baixa Silésia: 12 anos de experiência em Polônia

Desde 1997, Clediney Silva participa de programas de intercâmbio cultural com vários países, principalmente da Europa. Tudo começou ainda no final da gestão do prefeito João Ferreira, quando o professor Leopoldo Scherner, pró-reitor da Pontifícia Universidade do Paraná (PUC), trouxe para São José dos Pinhais um grupo de portugueses de Montemor-O-Velho, com a proposta de estabelecer acordo de geminações entre as duas comunidades.

A iniciativa tinha uma explicação lógica: Curitiba, a Capital paranaense, que dista apenas 14 quilômetros de São José dos Pinhais, é cidade-irmã de Coimbra, situada no Vale do rio Mondego, bem nas proximidades de Montemor-O-Velho. No início, as negociações não evoluíram muito, mas andaram depressa a partir da posse do prefeito Luiz Carlos Setim, ocorrida em janeiro de 1997.

Já em abril daquele mesmo ano os brasileiros recebiam a primeira delegação de portugueses. A visita foi retribuída, via Espanha, em setembro do mesmo ano, e Clediney Silva fez parte da delegação como diretor de Comunicação do Comitê de Geminações de São José dos Pinhais, fundado para gerenciar esses programas e que, então, tinha na presidência o professor Engelbert Schlögel.

Na Polônia, em 2010, Clediney Silva volta às famosas Minas de Sal de Wieliczka, juntamente com uma comitiva turistas do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul. Repatia, assim, o que havia feito em 2003, com uma delegação de autoridades e convidados de São José dos Pinhais (abaixo, em foto fornecida pelos anfitriões, tirada a 100 metros de profundidade), naquela que é uma das mais importantes capelas do país

Comendador de Roma

Em setembro de 1999, a convite da Associação Cultural Polônia-Brasil, Clediney Silva fez sua primeira viagem à Polônia, passando pela Alemanha, França e Itália. Em Roma, recebeu das mãos do então secretário para Assuntos Internacionais do Campidoglio, Paolo Gentillone, a Comenda Francesco Borromini, com certificado de garantia do Instituto Poligrafico e Zecca Dello Stato, com 85 gramas de ouro e 52 de prata, além de seu valor histórico inestimável.

Na Polônia, fez questão de aproximar as autoridades daquele país do Leste Europeu com a cidade de São José dos Pinhais, o que resultou, já no ano seguinte, na assinatura de um convênio com a cidade de Ostroleka, que enviou uma professora (Danuta Deptula), para dar aulas sobre dança, folclore, música, comidas típicas e outros temas, na Colônia Murici, povoada em sua maioria por descendentes de poloneses.

Um ano depois, outra delegação visitou São José dos Pinhais e, desta vez, foi a vez do prefeito Luiz Carlos Setim firmar acordo de cooperação com o Distrito de Póznan, situado na região central da Polônia. Em seguida, vieram dois estudantes daquele país passar dois meses no Brasil (estudando a língua portuguesa e conhecendo boa parte do sul do Brasil) e, em, 2003, foi a vez de São José dos Pinhais enviar uma pianista (Semitha Cevallos) para passar um ano no Distrito de Póznan, com o objetivo de se especializar em Chopin.

Em agosto do mesmo ano de 2003, Clediney Silva acompanhou uma comitiva de autoridades e convidados dos Estados do Paraná e Santa Catarina à França e Polônia, passando por Portugal. Com esse grupo, ficou até o dia 10 de setembro, quando recebeu uma nova comitiva de lideranças são-joseenses, presidida pelo prefeito Luiz Carlos Setim. No total, a viagem durou 17 dias, visitando praticamente toda a Polônia, quando percorreu 6000 quilômetros via rodoviária, do extremo norte, onde se situa Gdanski, junto ao Mar Báltico, até o extremo Sul, em Rabka do Sul e Zacopane.

Em julho de 2006, retornaria outra vez a Polônia, com passagem pela Itália, com dois objetivos específicos: estabelecer programas de intercâmbio de sua faculdade, a Famec, e de sua cidade, Dom Feliciano (RS), com universidades e municípios poloneses. Nesse sentido, incluiu na delegação oficial o diretor geral da faculdade, Almeri Paulo Finger, e então presidente da Câmara de Vereadores de Dom Feliciano, Paulo Job, e o hoje vereador daquele município, Márcio Rosiak.

Nessa mesma viagem, Rosiak não retornou ao Brasil com o grupo de turistas: ficou estudando polonês na Universidade de Wroclaw, o que viria a repetir um ano depois. Ao longo do tempo, formou um grande círculo de amizades com altas autoridades e grandes empresários poloneses, relação que se solidificou quando Clediney Silva, pela primeira vez na história do município, levou um delegação polonesa a Dom Feliciano, em fevereiro de 2007.

Desde então, Márcio Rosiak, que fala fluentemente o idioma polonês, tem sido uma espécie de embaixador das comunidades polonesas do Brasil no país dos descendentes de imigrantes, e parceiro de Clediney Silva nesse programa de intercâmbio. Em 2010, recebemos duas delegações de poloneses, em fevereiro e julho, e levamos uma de brasileiros, em maio. Já a casa de Márcio, em Dom Feliciano (RS), tem se transformado em uma espécie de pensão ou hotel para os amigos que vêm a passeio ou a trabalho ao Brasil, o mesmo ocorrendo com a casa de Clediney em São José dos Pinhais (PR).